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Quer saber o que é e como calcular o fluxo de caixa de uma empresa para calcular o valuation da organização para compra ou venda?

Quais os 6 principais tipos de fluxo de caixa?

Como calcular o fluxo de caixa operacional?

Como estimar o fluxo de caixa futuro?

Como usar o fluxo de caixa operacional descontado para avaliação de uma empresa pelo fluxo de caixa descontado? Como estimar ele?

Como melhorar o fluxo de caixa para assim aumentar o valuation da empresa?

Se você quer saber a resposta a algumas destas perguntas, este artigo foi escrito para você.

Boa leitura!

Na CAPITAL INVEST – M&A Advisors, assessoramos com foco no valuation, na venda e na compra profissional de empresas médias ou grandes: i) de receita bruta anual entre R$20 milhões e R$2 bilhões, ii) com lucro líquido positivo, e iii) (idealmente) com boas perspectivas de crescimento.

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A consequência das nossas parcerias em fusões e aquisições em mais de 50 países de 4 continentes, conseguimos vender a sua empresa no Brasil e no Exterior.

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Somos uma reputada boutique de M&A com presença global especializada em finanças corporativas, e teremos o maior prazer em agendar uma visita em nosso escritório localizado em pleno centro financeiro de São Paulo, SP, Brasil.

O QUE É O FLUXO DE CAIXA?

Pode-se dizer que o caixa é o sangue vital de uma empresa. É essencial conhecer o montante de dinheiro que entra e sai do negócio para que uma empresa administre bem seus ativos e passivos e pague suas obrigações. 

O fluxo de caixa é o resultado de entrada e saída do dinheiro de caixa de uma companhia, decorrente de recebimentos e pagamento resultantes da sua operação

O fluxo de caixa é utilizado para controlar e gerenciar a movimentação financeira de um negócio. Para isso, é necessário registrar todo capital que entra na organização, como receitas com a venda de produtos e serviços, e todo capital que sai, no caso de despesas com compra de produtos e serviços, pagamentos a fornecedores, compras de equipamentos etc.

TIPOS DE FLUXO DE CAIXA PELAS ATIVIDADES ENVOLVIDAS

Como mencionamos, fluxo de caixa é um instrumento essencial para a gestão financeira de uma empresa. O cálculo do fluxo de caixa pode ser sofisticado conforme as diferentes aplicações possíveis. Confira alguns tipos de fluxo de caixa considerando as atividades envolvidas: 

Fluxo de caixa operacional 

Fluxo de caixa operacional (ou Operational Free Cash Flow em Inglês) é o tipo de fluxo de caixa mais comum usado para entender a caixa que geram as operações da empresa. Considera receitas operacionais, despesas operacionais, investimentos, aumentos de capital de giro e impostos pagos e realizados em um determinado período. 

OBS: alguns livros de finanças excluem os investimentos do fluxo de caixa operacional, considerando ele como “fluxo de caixa para investimentos”.

Fluxo de caixa financeiro

O fluxo de caixa financeiro é a alteração da caixa resultante do recebimento de empréstimos e do pagamento deles.

Fluxo de caixa de investimento

É o fluxo de caixa derivado das alterações do imobilizado da empresa. É calculado como o valor gasto para adquirir ativos (imobilizado) menos o valor recebido da venda de ativos.

O valor que sobra para possível utilização em investimentos no negócio, pode ser calculado como fluxo de caixa operacional antes de investimentos mais o fluxo de caixa financeiro.

TIPOS DE FLUXO DE CAIXA PELO PROPÓSITO DO CÁLCULO

Agora seguem alguns tipos de fluxo de caixa considerando as o intuito pretendido com sua cálculo: 

Fluxo de caixa livre 

Fluxo de caixa livre (ou “Free Cash Flow”, em inglês): tem como intuito calcular o que sobra de dinheiro para o negócio após o pagamento de todas as despesas. Pode ser calculado como a soma do fluxo de caixa operacional (incluindo investimentos) mais o fluxo de caixa financeiro mais as receitas e despesas não operacionais e não recorrentes. Na prática é o valor que pode ser repartido como dividendos.

Fluxo de caixa projetado

Trata-se da projeção, ou estimativa, de toda a movimentação financeira futura da empresa (entradas e saídas de capital), mês a mês, ou ano a ano, com informações detalhadas e precisas. Esse instrumento auxilia na tomada de decisão para investimentos e na identificação de riscos iminentes para o negócio. Tem como intuito estimar os fluxos de caixa futuros, que após desconto serão usados para calcular o valuation da empresa.

Fluxo de caixa descontado

Consiste em trazer a valor presente a soma de cada período do fluxo de caixa projetado.Este valor possibilita fazer uma estimativa de valuation do negócio. Tem como intuito calcular o valor de uma empresa pelo fluxo de caixa descontado.

Fluxo de Caixa FCF

COMO CALCULAR O FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL

O Fluxo de Caixa Operacional pode ser calculado a partir da Demonstração de Resultado de Exercício – DRE de uma companhia em conjunto com o Balanço Patrimonial – BP. A DRE informa as receitas e despesas de uma empresa para realizar suas atividades operacionais em um determinado período de tempo. Já a partir do Balanço Patrimonial podemos calcular o aumento do capital de giro e os investimentos da empresa.

Ele pode ser calculado de forma simplificada em 3 passos: (1) identificar o lucro líquido da empresa, (2) fazer o ajuste dos itens que não são caixa ou não são operacionais ou não são recorrentes, (3) contabilizar as mudanças no capital de giro e os investimentos.

O cálculo do fluxo de caixa operacional de uma empresa pode sofrer variações de acordo com o negócio da companhia e os itens que constam em seu balanço.

De forma mais detalhada , é necessário seguir esses 6 passos (os mesmos 3 passos simplificados explicados previamente): 

1. Partir do lucro líquido 

Quer dizer: partir da linha final da DRE que calcula todas as receitas menos todas as despesas da empresa.

2. Adicionar de volta as despesas não monetárias.

Como esse demonstrativo usa a contabilidade de competência, costuma incluir despesas contábeis, sem impacto no fluxo de caixa. Dessa forma, o lucro líquido deve ser ajustado adicionando de volta todas as despesas não monetárias: Ex: depreciação, amortização, compensação baseada em ações e outras.

3. Adicionar de volta despesas não operacionais. 

De forma análoga, devem ser desconsideradas as despesas não operacionais. Ex: juros

4. Adicionar de volta despesas e receitas não recorrentes. 

Também devem ser adicionadas como despesas não recorrentes. Ex: multas, ajustes por tipo de câmbio, a perda de um litígio, etc. 

E subtraídas as receitas não recorrentes. Ex: a venda de um imobilizado, o ganho de um litígio, ou impacto positivo de tipo de câmbio.

5. Ajustar para mudanças no capital de giro

Após fazer o ajuste do lucro líquido para todas as despesas não monetárias, não operacionais, e não recorrentes, o passo seguinte é ajustar o lucro líquido para mudanças nos saldos de capital de giro usando o Balanço Patrimonial que reflete o valor devido pelos clientes, e para fornecedores.

6. Diminuir o valor dos investimentos operacionais

No próprio Balanço Patrimonial também estão refletidos os aumentos de imobilizado que coincidem com os investimentos em imobilizado. 

Os investimentos em reposição do imobilizado podem ser estimados a partida da amortização (na DRE).

Dependendo do tipo de empresa, também podem ser considerados investimentos em pesquisa e desenvolvimento (no BP), marketing, etc.

A seguir veremos um uso prático do fluxo de caixa operacional: calcular o valuation de uma empresa pelo DCF (Desconto de Fluxo de Caixa Futuro em inglês)

COMO USAR O FLUXO DE CAIXA DESCONTADO PARA VALUATION

O método de “Avaliação pela Renda”, também conhecido como “Fluxo de Caixa Descontado” (FCD),  ou Discounted Cash Flow (DCF), em inglês, é o mais utilizado para fazer a avaliação de valor ou valuation para compra de uma companhia.

Para utilizar esse método é necessário entender vários aspectos da organização: tipos de receita e suas perspectivas, principais despesas, quais são as variáveis, investimentos previstos, necessidades de capital de giro etc.

A técnica do Fluxo de Caixa Descontado ou FCD é adequada para fazer o valuation de companhias com as seguintes características:

  • Lucrativas (com Lucro Líquido positivo) ou com expectativa de se tornarem lucrativas no médio prazo;
  • Que geram fluxos de caixa positivos, ou gerarão fluxos de caixa positivos no médio prazo;
  • Com receitas, despesas e investimentos que possam ser estimados para os próximos anos com certo grau de precisão;
  • O risco da empresa (custo de capital próprio) pode ser estimado. 

Não é recomendado utilizar esse método de avaliação de empresas nos seguintes casos:

  • Para startups que não tem prevista geração de caixa nos próximos anos, ou com fluxo de  caixa dificilmente previsível (nesses casos é comum calcular o valor da empresa por ¨múltiplos)
  • Para empresas em dificuldades financeiras que devam entrar em recuperação judicial para ser liquidadas (nestes casos é usado a metodologia do ¨Valor Patrimonial).

Para fazer a avaliação de uma empresa pelo método de FCD são necessários 10 passos

  1. Diagnóstico inicial (situação atual)
  2. Determinação de premissas/cenários de avaliação da empresa (situação futura, depois de vender a empresa)
  3. Projeções de fluxos de caixa futuros
  4. Cálculo do Valor Residual
  5. Cálculo da taxa de desconto do DCF
  6. Valor da Empresa ou Enterprise Value 
  7. Cálculo da Dívida Líquida
  8. Cálculo do Shareholder Value ou Valor do Acionista
  9. Análise de resultados e reavaliação de premissas
  10. Apresentação formal do valuation (¨laudo de avaliação da empresa”)
Fluxo de caixa para avaliação de empresas pelo DCF FCD
Fluxo de caixa para avaliação de empresas pelo DCF FCD

Clique aqui para ler em detalhes os 10 passos para o valuation de uma companhia via Fluxo de Caixa Descontado

COMO ESTIMAR O FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL FUTURO OU PROJETADO?

Para calcular o fluxo de caixa projetado é necessário considerar tudo o que será gasto e tudo o que deve ser recebido pela companhia em um determinado período, normalmente até os próximos 10 anos. 

Normalmente é necessário cumprir estas etapas, partindo das receitas e despesas que constam na DRE dos últimos 2-3 anos:

1. Projeções de receitas Futuras

A projeção das receitas não se resume a extrapolar tendências presentes naquela empresa nos últimos 2-3 anos para o futuro. Ainda é preciso considerar uma variedade de fatores, como tendências para a indústria em que está inserida, dados econômicos e as vantagens competitivas do negócio. Uma companhia que tem fortes vantagens competitivas, por exemplo, pode crescer em ritmo mais rápido que seus concorrentes. Estar atento às tendências para o público-alvo de clientes da empresa também é um fator relevante. 

2. Projeções de despesas futuras

Outro aspecto importante é observar a perspectiva para os custos da companhia.

O primeiro passo é classificar as despesas entre fixas (que não dependem de alterações na receita) e variáveis (que sim dependem).

Baseado nestas classificações, podem ser estimadas muitas das despesas futuras a partir da receita futura que foi previamente estimada.

Entretanto, sempre existem exceções. Por exemplo, um negócio dependente de matéria-prima como commodities poderá ver sua margem de lucro reduzir conforme a perspectiva de alta ou queda dos preços e pode ter dificuldade em conseguir repassar isso aos clientes. 

Outro exemplo: para estimar as despesas tributárias o mais simples é fazer o cálculo dos impostos considerando o regime tributário da empresa (ex: simples, lucro presumido ou lucro real).

3. Projeções de lucro líquido dos períodos futuros e ajustes

Tendo calculados as projeções futuras das receitas e das despesas, você poderá calcular o lucro líquido dos períodos futuros.

Partindo dos lucros líquidos ao longo dos próximos anos assim estimados, apenas fazer os ajustes explicados previamente considerando

  • Receitas ou despesas: 1) não monetárias (como amortização e depreciação), 2) não operacionais (como juros), e 30 não recorrentes (como multas);
  • Alterações capital de giro e
  • Investimentos. 

COMO OTIMIZAR O FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL PARA MELHORAR UM VALUATION?

Existem algumas medidas que podem ser tomadas para melhorar o fluxo de caixa futuro. Ex: 

  • Uso de tecnologia que permita automatizar o processo de registro e obter informações sobre o controle do caixa de forma tempestiva.  
  • Melhor controle do estoque para minimizar a depreciação de mercadorias; 
  • Criação de políticas de crédito que minimizem o risco de inadimplência; 
  • Negociar uma linha de crédito que possa ser usada apenas em caso de necessidade, e que assim diminuam a necessidade de “disponibilidades” (caixa + bancos + aplicações bancárias)
  • Estabelecimento de planejamento de curto, médio e longo prazo para prever as necessidades de caixa.

Para mais dicas sobre como aumentar o valor de uma empresa sugerimos a leitura deste artigo:

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Também podemos te ajudar a selecionar, calcular o valor e comprar uma empresa de forma profissional com o intuito de diminuir riscos e garantir um bom valor.

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Para mais detalhes sobre como as melhores boutiques de M&A, especializadas em “corporate finance” elaboram um “valuation“, recomendamos a leitura destes artigos:

Este conteúdo foi elaborado pelo time de especialistas da  CAPITAL INVEST - M&A Advisors, assessores financeiros com até 40 anos de experiência em compra, venda e valuation de empresas.


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